A maioria dos empreendedores dirá que o consumidor é foco principal dos produtos ou serviços que a empresa oferece. O mesmo é verdade no mundo digital. Quem produz um software, seja uma plataforma, um sistema, um aplicativo ou um site, também quer que o usuário tenha a melhor experiência e os melhores resultados ao utilizá-los. Entretanto, existe ainda muita dúvida sobre a especialidade que faz com que isto aconteça: o design de experiência do usuário. Vamos resolver isso? Abaixo, respondemos direitinho algumas das principais perguntas sobre este tema.

1 – O QUE É UX?

Vamos começar do começo e responder: o que é design de experiência do usuário?

Mais conhecido no meio profissional pela sigla em inglês UX (user experience), esta especialidade é a área do design que estuda a melhor forma de uma pessoa utilizar um produto digital.

“UX é o processo de criar produtos que entreguem experiências significativas e relevantes para o usuário. Isso envolve o desenho de todo o processo de adquirir e integrar o produto, incluindo aspectos como branding, design, usabilidade e função”, define a Interaction Design Foundation, organização educativa sem fins lucrativos.

2 – COMO O UX PODE BENEFICIAR UM PROJETO DIGITAL?

Quando um site é confuso, a gente nem passa muito tempo nele, não é verdade? E se o sistema de gestão de tarefas de uma empresa for difícil de entender? Os funcionários, certamente, vão perder muito tempo tentando decifrar a ferramenta.

Quem desenvolve produtos digitais não quer que nenhum desses cenários aconteça. Um site, sistema ou aplicativo bem resolvido vai significar mais vendas, mais cadastros, mais engajamento, enfim, melhores resultados em geral. O design de experiência ajuda a empresa a conseguir esses resultados.

Veja mais detalhes sobre  O que o design de experiencia do usuário pode fazer por sua empresa

3 – COMO SABER SE MEU PROJETO DIGITAL PRECISA DE UX?

Design e tecnologia caminham juntos. Com o tempo, empresas especializadas em desenvolvimento de software foram incorporando o design de experiência na criação dos produtos digitais. Eles já “saem de fábrica” pensados para proporcionar o melhor uso para o público para qual são voltados.
Mas nem todos os projetos digitais são feitos dessa forma. Nestes casos, Fernanda de Oliveira, designer de experiência e empreendedora da Garimpo UX, conta dois cenários comuns.

“Muitas vezes o cliente não sabe que tem um problema de UX. A empresa já tem produtos ou serviços digitais e identifica que tem algo errado, mas não sabem dizer o quê. Outros nos procuram pensando na melhoria estética do produto. Isso faz parte da experiência, mas não é o principal”.

Há algumas ferramentas no mercado que ajudam a analisar o comportamento do usuário em um app ou site e assim, identificar possíveis falhas de usabilidade. Mapas de calor mostram o local da tela onde o usuário passa mais tempo. Eye tracking mapeia para onde o usuário olha dentro de um produto digital. E assim por diante. É possível então saber o que está atraindo o olhar e o clique do usuário. E o que está passando despercebido.

Fernanda explica que não dá para criar um “receita de bolo” para identificar problemas de experiência do usuário. O profissional especializado vai avaliar cada caso e mostrar como solucionar as falhas.

Então, se o objetivo é melhorar os resultados de um produto digital, um bom primeiro passo é procurar um designer de UX.

4 – O QUE O DESIGNER DE UX VAI AVALIAR NO PROJETO?

Existem elementos básicos que devem estar bem resolvidos para que um projeto digital tenha sucesso. De forma bem ampla e resumida, estas são algumas das áreas que o designer de UX vai avaliar (e corrigir) em um produto ou serviço:

Usabilidade: Se o produto é fácil e agradável de ser utilizado e se os usuários conseguem entender e se beneficiar dele com naturalidade e fluidez.

Arquitetura da informação: Como o produto está estruturado, a organização dos elementos, a nomeação de cada item (menus e botões, por exemplo).

Interação: Como o sistema responde aos comandos do usuário (mensagens de erro ou de concluído, botão que acende ao ser clicado, aviso de informação sendo processada, por exemplo)

Acessibilidade: Como o produto pode ser utilizado por pessoas com necessidades especiais como comprometimento de visão ou audição, movimentos limitados, dificuldades cognitivas, entre outras.

5 – Quais são os erros de UX mais comuns?

Como era de se esperar, sempre que algum dos elementos acima falha, temos um problema de UX. Fernanda de Oliveira cita três erros comuns que ela tem encontrado (e solucionado):

Falta de hierarquização do conteúdo: Acontece quando a plataforma digital não simplifica a navegação para focar no que é o mais importante. “Por exemplo, um formulário de cadastro”, diz Fernanda, “preencher formulário é uma chatice, ninguém gosta. Por isso, se a empresa precisa desse cadastro, o recomendado é que ela simplifique o formulário com o mínimo de informação possível para coletar o que ela precisa, sem desgastar o usuário”.

Problemas com taxonomia: Acontece quando a produto digital não utiliza o nome correto para as funções ou o vocabulário correto nos textos. “Não adianta criar um site sobre investimento e chamar home broker de corretora digital”, conta Fernanda. É preciso saber quais são as palavras mais usadas, as de mais fácil entendimento.

Features erradas: Acontece quando as funcionalidades básicas do produto digital não atendem as necessidades do usuário. Isso é resultado de falta de uma pesquisa mais detalhada sobre o que o público realmente deseja da solução digital. “Às vezes, as features são criadas porque, para os idealizadores e time do projeto, parecem ser interessantes, mas o usuário quer outra coisa”, simplifica Fernanda.

6 – O que o designer de UX entrega para o cliente?

Para evitar que os problemas acima ocorram, a consultoria de UX vai realizar uma série de atividades para entender o usuário e dizer para a empresa contratante as melhores formas de construir uma experiência para eles.

Este trabalho vai ser realizado de diferentes formas, dependendo da necessidade de cada projeto, mas há alguns produtos padrões que empresas especializadas em UX entregam ao cliente no final desse processo. Veja alguns dos materiais e serviços fornecidos pela Garimpo UX:

Pesquisa com o usuário: serão realizadas entrevistas técnicas com possíveis usuários para entender, entre outros, os pensamentos, percepções e dúvidas do público alvo. Essas conversas são feitas dentro da metodologia da Nielsen, uma das maiores consultorias de pesquisa de mercado do mundo. Um relatório das entrevistas é entregue ao cliente.

Teste de usabilidade: com um roteiro de ações, os profissionais de UX vão pedir que potenciais usuários experimentem o produto digital. As respostas, problemas, dúvidas e comentários são documentadas em vídeo e áudio, para em seguida serem organizados e comentados em um relatório para o cliente.

Protótipos: como o produto vai funcionar na prática? A consultoria de UX fornece protótipos em diferentes graus de proximidade com o produto final (dos mais simples aos mais complexos) para serem usados em testes de usabilidade.

Benchmarking: o especialista de UX vai fazer uma comparação técnica entre o produto do cliente e soluções semelhantes da concorrência. Um relatório com os resultados desta análise será entregue à empresa contratante.

Workshops e treinamentos: diferentes capacitações em UX podem ser realizadas. Entre elas, os cursos de imersão em Design Sprint. Essa metodologia, criada pela Google, roteiriza um workshop de cinco dias onde os participantes focam na solução de um problema específico com ferramentas de prototipagem e testes de usabilidade.

7 – Qual o melhor momento para procurar um designer de experiência do usuário?

Não tem hora errada para buscar melhorias de experiência. O trabalho do especialista pode ser realizado tanto no desenvolvimento do produto digital, quanto depois que a ferramenta já está em funcionamento, nestes casos, buscando-se melhorias.

8 – Quais os diferenciais de um designer especialista em UX?

A formação em design conta com diferentes ramos. O designer pode se especializar em design gráfico, desenho industrial, design de produto, entre outros. Entretanto, o conceito de design centrado no ser humano faz parte do pensamento de design. É a ideia de que o foco deve estar sempre nas pessoas que vão usar o produto e que conceitos de função e forma devem estar a serviço das necessidades do público. Essa filosofia levou o mercado a demandar uma especialidade voltada especificamente em pensar no usuário, daí o surgimento da área de UX.

Entre os conhecimentos que diferenciam o profissional de UX estão: técnicas de entrevistas, metodologia de pesquisa, antropologia, prototipagem, arquitetura da informação, semiótica, e aprofundamento em métodos próprios da área como Design Thinking e Design Sprint (abordagens voltadas para a solução de problemas).

“Só se torna designer de UX com muito estudo, prática e dedicação”, conta Fernanda.

 

E então, o design de experiência tem tudo a ver com o seu projeto? Fala com a gente!
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