Ideia não falta. O mundo é repleto de oportunidades de melhorias, problemas pedindo para serem solucionados e incrementos que podem virar grandes negócios. O que falta, às vezes, é tempo e dinheiro para transformar aquele insight em algo real.

Não existe fábrica de horas (infelizmente), mas há diferentes possibilidades de financiamento no mercado. Empresas, fundos, e plataformas de vários tipos estão buscando projetos inovadores para promover causas, aquecer a economia, ou lucrar junto. Abaixo, listamos alguns.

Investimento coletivo

A Kria tem a proposta de adaptar o formato de crowdfunding (financiamento coletivo) para o mundo dos negócios. É o investimento coletivo. A plataforma faz a seleção dos projetos e divulga no site. Os interessados então escolhem uma ideia que acham interessante e investem. Os aportes podem ser de no mínimo R$ 500,00 o que atrai quem pensa em experimentar o formato. A vantagem para quem investe é ter a segurança da curadoria e da administração da Kria. Para quem tem um projeto, é uma forma de “bater em várias portas” com a ajuda de uma empresa que busca investidores para você.

Rodadas de pitches

Alguns eventos selecionam projetos inovadores para serem apresentadas ao público e a potenciais investidores nas chamadas “rodadas de pitches”. Cada empreendedor tem a chance de falar rapidamente, mostrar um protótipo, por exemplo, e enfim, vender a ideia. A Sympla, plataforma de venda de ingressos, lista oportunidades para demonstração de projetos. Abaixo, mais algumas:

Mangue.Bit — A maior conferência de startups do Nordeste escolhe, a cada edição, dez projetos para se apresentarem durante o evento e buscarem investidores.

MatchDay — Evento pensado para promover o encontro entre empresas que precisam de soluções e possíveis fornecedores. A última edição teve ênfase em ideias de comunicação digital.

Pitches no Sympla

Investimento de instituições

Bancos e entidades da indústria contam com linhas de financiamento voltadas para inovação. O empreendedor deve ficar atendo para o lançamento de editais e procurar opções que casem com o tipo de solução que ele propõe.

Este ano, uma iniciativa conjunta do Sebrae, Senai e Sesi distribuiu R$ 55 milhões em aportes para custear projetos nas seguintes categorias: de inovação tecnológica para grandes e médias empresas; inovação tecnológica para pequenas e micro empresas e MEI e startups; empreendedorismo industrial e soluções para a cadeia de valor; e inovação em segurança e saúde no trabalho.

Edital do Senai

O Banco do Desenvolvimento Nacional (BNDES), que conta com diferentes linhas de financiamento, realizou, recentemente, uma seleção de fintechs, empresas especializadas em soluções digitais para o setor financeiro. O concurso foi voltado para ideias nas áreas de análise de crédito, identificação de potenciais clientes, integração a plataformas digitais, blockchain, entre outros.

Edital BNDES 

Venture capitalists e venture builders

Os venture capitalists são pessoas ou empresas que colocam dinheiro em um projeto, como forma de investimento. Já as venture builders são organizações que constroem startups com recursos próprios. Como explica a FCJ Participações, uma das primeiras dessa área no Brasil, as venture builders “são uma holding que tem participação acionária nas diversas entidades empresariais que ajudou a criar”. Segundo a Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital, esta indústria dobrou de tamanho nessa região de 2016 para 2017. O volume investido chegou a R$ 1 bilhão pela primeira vez. Abaixo, algumas oportunidades nessas modalidades:

FCJ Participações — Ajuda investidores anjos a alocar recursos com segurança oferecendo participação em portfólio de startups. Desde 2013, já buscaram capital para 23 ideias que hoje, juntas, valem mais de R$ 20 milhões.

Anjos do Brasil — É um coletivo de investidores focado na inovação. No site, está disponível o passo a passo de como submeter um protótipo para seleção de possíveis investidores.

Antera — Uma das empresas responsáveis por gerir os fundos de investimentos do BNDES. Tem histórico de apostar em ideias nas áreas de nanotecnologia, soluções médicas, e empoderamento digital.

Inseed — Também uma das responsáveis por administrar o fundo de investimentos do BNDES. Tem foco em inovação tecnológica no início do desenvolvimento. Com 15 anos no mercado, conta com um patrimônio sob gestão de mais de R$ 400 milhões.

Astella — Empresa de investimento especializada em ideias de internet ou software que resolvam problemas em massa. O enfoque é em soluções de cloud, aplicativos, internet das coisas, conteúdo digital, mídias sociais, entre outros.

Matéria sobre crescimento da indústria de investimento

Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital

Incubadoras e aceleradoras

O trabalho de incubadoras e aceleradoras são semelhantes. Segundo o Sebrae, a diferença é que, normalmente, incubadoras buscam apoiar pequenas empresas de acordo com alguma diretiva governamental ou regional. Por exemplo, incentivar projetos de biotecnologia devido à proximidade de algum centro de pesquisa nessa área. Já as aceleradoras são focadas não em uma necessidade prévia, mas sim em empresas que tenham o potencial para crescerem muito rápido. Justamente por isso, aceleradoras buscam startups escaláveis.

Em geral, essas iniciativas ajudam projetos a iniciarem as operações com aportes financeiros e consultoria. Para participar, é preciso ter a ideia aprovada em uma seleção. Incubadoras e aceleradoras recuperam o investimento inicial cobrando um percentual sobre os ganhos ou taxas mensais.

O site do Sebrae explica como decidir se o melhor caminho é procurar uma incubadora ou aceleradora: “Se a startup busca uma inovação radical ou um modelo de negócios escalável e repetível, procure uma aceleradora. Se o modelo de negócios é baseado na economia tradicional, procure uma incubadora”. Abaixo, listamos algumas destas iniciativas:

Incubadoras

Cais do Porto (Porto Digital) — Vencedora do Prêmio Nacional de Empreendedorismo Inovador de 2013 na categoria Melhor Incubadora de Empresas Voltada Para o Desenvolvimento Local Sustentável, a incubadora C.A.I.S. do Porto (Centro Apolo de Integração e Suporte a Novos Empreendimentos de Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC) dá suporte a empreendimentos nascentes de TIC voltados para o desenvolvimento de soluções para problemas reais dos setores produtivos do estado de Pernambuco.

Incubadora do Portomídia (Porto Digital) — A Incubadora do Portomídia tem como objetivo apoiar a estruturação de empreendimentos nascentes de Economia Criativa, mais especificamente em design, jogos digitais, multimídia, cine-vídeo-animação, música e fotografia, que façam uso intensivo de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Samsung — Juntos, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a Samsung e o Centro Coreano de Economia Criativa e Inovação lançaram, em 2015, o Programa de Promoção da Economia Criativa para apoiar iniciativas nas áreas de saúde digital, bem-estar, fitness, segurança, privacidade e prevenção de furtos, inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada (VR/AR), e internet das coisas (IoT). O Programa dura aproximadamente seis meses e distribui R$ 200 mil em aportes.

Aceleradoras

Startup Farm — Fundada em 2011, já acelerou mais de 280 ideias em diferentes estados do Brasil.

Jump Brasil — Aceleradora focada em ideias nos setores de tecnologia da informação e economia criativa (como: cine-vídeo-animação, multimídia, música, fotografia, design e jogos digitais). Oferece programa de aceleração, espaço de coworking e eventos e ambiente de promoção de soluções para desafios empresariais. Os acelerados contam com: mentoria, contato com investidores e consultoria.

Ace — Fundada em 2012, a Ace se especializou em acompanhar os projetos do início, desde a validação até a escala, e já acelerou mais de 180 startups.

Wow — A Wow é uma das primeiras aceleradoras de startups da região sul do Brasil e conta com 98 investidores em diversos setores da economia.

Baita — Aceleradora de ideias de base tecnológica. Podem ser produtos, serviços ou modelos de negócios, contanto que sejam inovadores.

Cesar.Labs — É o programa de aceleração do maior centro tecnológico do Nordeste, o CESAR. Os participantes contam com capital semente, além de infraestrutura de coworking e laboratórios, e networking com o mercado.

Ventiur — Criada em 2013, presta consultoria em inovação, gestão, planos de negócio, internacionalização e captação de recursos. Destaca-se nas áreas de TI, eletroeletrônico, metalmecânico e petróleo, gás & energia.

Fundações de investimento social

Algumas fundações contam com linhas de investimentos de ideias inovadoras em áreas de interesse. Muitas delas têm capital de grandes empresas que querem ter um impacto positivo nos setores nos quais estão inseridas. O site do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife) lista várias companhias que têm iniciativas desse tipo. Abaixo, exemplos de instituições que financiam projetos e soluções de problemas sociais:

Artemísia — Desde 2004, a Artemísia já acelerou mais de 100 negócios e ofereceu capacitação a outros 300. A entidade busca identificar e fortalecer projetos de impacto social. A ênfase é em soluções inovadoras para problemas ambientais e sociais com foco na população de baixa renda, sem perder de vista a rentabilidade e o potencial de escala.

Vox Capital — Investe em ideias para solucionar problemas de saúde (como combate à disseminação de doenças transmissíveis), voltadas para desenvolvimento de potencial humano (como cuidados na primeira infância e capacitação de professores), e melhorias em serviços financeiros (como produtos financeiros inovadores e transparentes ou modelos de distribuição de serviços financeiros acessíveis).

E então, está preparado para buscar financiamento para a sua ideia? Opções não faltam, hein! Conhece alguém que vai adorar saber mais sobre este tema? Compartilhe!

Ah, e se você tem uma ideia inovadora, mas não tem protótipo ou MVP, fale com a gente! Vamos em conjunto, entender, desenhar, decidir, prototipar e testar 🙂

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