Por Gabriel Silvestri *Fonte

Nos dias 17, 18 e 19 de Maio de 2018 ocorreu a UXConf BR que é uma das maiores conferências de UX do Brasil. A edição desse ano participaram mais de 430 pessoas!

Três dias incríveis, com muito aprendizado, descobertas e claro… muito UX Coffee!

PS: Esse post não é uma resenha ou crítica do evento ou das talks, são apenas as minhas anotações e principais aprendizados compilados em formato de artigo. 😉

Coloquei os links dos slides/artigos dos palestrantes no título de cada anotação, assim você pode mergulhar em mais detalhes de cada conteúdo.

Algumas palestras eu fiz MUITAS anotações, outras eu anotei só o que eu achei essencial e/ou informações que eram novidade para mim.

Na maioria dos casos eu anotei as próprias palavras dos palestrantes. Quando eu usar itálico quer dizer que é uma ideia ou insight que eu tive enquanto escutava a talk.

Mas se tem algo que realmente me chamou atenção na edição desse ano foi o crescimento de tópicos como, Acessibilidade e Empatia. E como sempre a organização da UXConf fez um trabalho INCRÍVEL deixando o evento muito acessível e prazeroso de se participar. Quero deixar os meus parabéns e agradecimento à todos organizadores, colaboradores e voluntários do evento. Valeu!

 

COMBINANDO DADOS CONTRA AS INCERTEZAS DE PROJETO – por  Marcon Zanin (Uzzer)

Dados qualitativos e quantitativos podem ser ambos utilizados em um projeto. Cada um desses dados complementam um ao outro assim gerando contexto e ajudando você a entender o comportamento do seu usuário.

Quanto mais dados qualitativos e quantitativos mais recursos você vai ter para mostrar a visão dos usuários para os stakeholders.

PROTOTIPAÇÃO EM VR. FALHAR E APRENDER RAPIDAMENTE – por Whide Assis (Sidia Samsung)

Protótipos de VR podem ser feitos em Unity (linguagem de programação) sem precisar lidar com código. Também pode ser feito usando a ferramenta Framer com o plugin de VR e Cofeescript.

O Whide também recomendou o método Box prototyping da IBM e papel desenhado com perspectivas 360 (precisa ter habilidades de desenho).

A prototipação em VR diminui bastante a documentação, justo por você estar imerso no projeto, falhando a aprendendo rapidamente junto com o seu time.

ESTRATÉGIA DE MENSURAÇÃO PARA PRODUTOS DIGITAIS – por Huxley Dias (Punk Metrics)

Nessa talk o Huxley contou alguns macetes e dicas de metrificação.

É necessário ter um método e uma estratégia por trás dos dados que você coletar. Os dados por si só não valem de nada.

Ferramentas são só um meio. O que interessa é o valor que você quer trazer e qual é a sua estratégia de interpretação de dados.

Não adianta ter um dashboard bonitão se ele não for funcional.

Dados devem ser fáceis de entender, estar inseridos dentro de um contexto e por fim devem apresentar informações úteis e consistentes.

Ele também falou sobre maturidade analítica de cada empresa, umas metrificam tudo, outras nada.

Uma vez que você entende em qual estágio você está fica mais fácil identificar o que você precisa ou não precisa.

Como achar métricas: Mapear as principais tarefas dos usuários e objetivos da empresa.

A documentação e análise dos dados deve ser clara e objetiva.

CUÁNDO EL DISEÑO ES UN FACILITADOR, O CÓMO LA ACCESIBILIDAD MEJORA LA UX DE TODOS LOS USUARIOS – por Juan Martín García (Cacao Büro) @imjuanmartin

Ao deixar algo acessível você melhora a experiência de algo para todos.

A acessibilidade deve ser pensada para todos, indiferente da suas capacidades e limitações permanentes ou temporárias.

Você precisa pensar em todos os contextos e desafios de acessibilidade possíveis e criar com isso em mente.

As vezes a solução de acessibilidade é muito mais simples do que parece, por exemplo: um botão de ver senha em formulário ou link mágico do slack para logar.

Se funciona para todos, é melhor para todos.
— Derek featherstone

 

CRIANDO UMA CULTURA DE UX EM UMA EMPRESA DE 100 ANOS – por Bruna Silva (Sicredi)

A Bruna falou um pouco sobre maturidade de UX dentro de empresas mais tradicionais, gostei MUITO da palestra dela, até porque a empresa que eu trabalho hoje é do mesmo segmento.

Na talk ela mostrou um pouco como ela fez para “aumentar” o nível de maturidade de UX do Sicredi e também um pouco da jornada dela.

UX precisa mudar a cultura dentro da empresa através da demonstração do valor das diversas técnicas de pesquisa com usuários e entrega de valor.

Mostrar testes de usabilidade para desenvolvedores e stakeholders e trabalhar em conjunto com eles. Mostrar que UX é uma maneira de economizar tempo e dinheiro para que todos possam fazer algo que o usuário quer.

Além disso, em empresas grandes, você precisa levar e mostrar como é UX em todas atrás da empresa. Mostrar o que é , como funciona e como é feito.

No futuro isso vai gerar frutos e resultados incríveis de transformação e crescimento de maturidade de UX.

Mais informações sobre o assunto: http://www.macadamian.com/2015/08/20/indicators-of-user-experience-maturity/

A PHILOSOPHY APPROACH FOR UX – por Jonas Scherer (Matilha Estudio)

Na talk do Jonas ele falou um pouco sobre Heurísticas e algumas ferramentas bem interessantes.

Heurísticas podem ser definidas como se fossem um atalho para realizar certas ações com o nosso cérebro.

FERRAMENTA 1: QUESTIONAR A EXISTÊNCIA

Será que isso que você tem como conclusão é realmente isso? Será que não existe algo mais? A ferramenta propõe questionar todas as suas conclusões.

Às vezes estamos tão apegados com uma conclusão que acabamos esquecendo de questionar se aquilo realmente faz sentido.

FERRAMENTA 2: APLICAÇÕES DO CONTRASTE

Fazer um contraste oposto da sua conclusão. Depois disso, analisar o contexto de uma constatação. (Exemplo na imagem abaixo)

É basicamente explorar outra constatações e raciocínios.

FERRAMENTA 3: QUESTIONAR RACIOCÍNIO

Ir mais afundo e explorar cada detalhe de um raciocínio já pressuposto, assim como propõe o slide:

Assim você começa a duvidar um pouco de achismos e busca por dados mais concretos.

FERRAMENTA 4: VALIDAR EXTREMOS

Consiste em tentar compreender casos extremos, por exemplo: Quem são os seus melhores usuários? Quais usuários mais convertem?

Por fim ele concluiu da seguinte forma:

Não procure dados que apenas prove suas hipóteses.

Também não deixe de provar o contrário da sua hipótese. Assim você mexe diretamente com o seu ego. Na pior das hipóteses você vai achar algo novo para resolver.

DESIGN CRITIQUE, O SEGREDO PARA SEGURANÇA EMOCIONAL DE DESIGNERS – por Letícia Pires (Quinto Andar)

Em um encontro de designers, são feitos comentários e críticas de um projeto que estão desenvolvendo.

COMO FAZER:

Você vai precisar ter um apresentador, um facilitador pra ficar de olho no tempo e o crítico.

  1. Apresentador deve mostrar o contexto, usuários, telas, projetos, etc em papeis impressos (fica melhor de avaliar).
  2. Após isso os críticos escrevem comentários em post-its e colam em cima de cada tela, fluxo, etc.
  3. Depois disso é feito uma sessão de review em cada comentário dos post-its.

OS GANHOS SÃO VÁRIOS:

  • Argumentação em prol do usuário, quanto mais você treina, melhor você fica.
  • Segurança emocional, aprender a lidar com ego e tratar de maneira profissional.

Além disso você recebe feedback rápido e efetivo assim conseguindo espaço para aplicar melhorias.

COMO MELHORAR O CUSTOMER EXPERIENCE UTILIZANDO TÉCNICAS DE UX DESIGN E INBOUND MARKETING – por Júlia Ghisi (Catarinas Design)

O profissional de UX pode trabalhar em conjunto com os times de vendas e marketing para ajudar melhorar a experiência geral do usuários e clientes.

Além disso, o UX pode trabalhar diretamente na criação da segmentação de leads, assim, criando experiências customizadas para os clientes.

Tudo isso é possível porque normalmente o profissional de UX tem muitos dados e conhecimento sobre os usuários, e esses dados podem ser utilizados em várias outras áreas, tais como CX.

E esses dados de pesquisa também podem ajudar a pensar em produtos que façam sentido para oferecer em upsell e crosell. Assim aumentando ticket geral da empresa.

E mais importante, ajudar a segurar a taxa de churn. Nós designers temos muitos dados sobre o produto e usuários que podem ser utilizados para melhorar um processo de vendas e atendimento.

O UX e CS podem trabalhar em conjunto na etapa de onboarding também.

O UX deve entender a jornada global do cliente para que você possa entregar coisa que façam cada vez mais sentido para ele.

PANORAMA UX: UM RETRATO DE QUEM TRABALHA COM UX NO BRASIL – por Carolina Leslie

O panorama UX é uma pesquisa que tem como objetivo entender mais sobre o mercado de UX e seus profissionais. Na talk, Carolina, trouxe várias informações muito interessantes:

Os profissionais de UX estão mais presentes no sul e sudeste do país. Sendo a maior quantidade em SC e SP.

Uma grande observação é que grande parte dos profissionais são novos e estão empregados no momento.

Muitos profissionais se dizem sênior mesmo tendo menos 3 anos de experiência. Isso atrapalha um pouco porque a pessoa se posiciona com sênior mas tem a entrega de um Júnior ou pleno.

Então a grande diferença de um sênior é de fato a entrega.

Maiores orgulhos de quem trabalha com UX:

  • Fazer a diferença e impactar a vida de outras pessoas;
  • Aprender e ensinar;
  • Fazer o que ama utilizando as técnicas e métodos que mais gosta;

Maiores desafios de quem trabalha com UX:

  • É muito difícil vender UX;
  • Não sou valorizado;
  • As pessoas não entendem o meu papel;
  • Os meus colegas não tem muita experiência, prometem mais do que conseguem entregar;
  • Minha empresa não tem uma boa liderança e cultura;

Mais detalhes sobre a pesquisa – saiba mais

PRECISAMOS FALAR DE ACESSIBILIDADE NOS CHATBOTS – por Caio Calado (Take)

A talk do Caio foi extremamente interessante! Ele trouxe uma visão muito bacana sobre acessibilidade em chatbots, inclusive fez uma demonstração de como seria o uso de um chatbot com o voiceover (assistente de voz do iOS para deficientes visuais)

Eu quase não consegui anotar nada de tão vidrado que fiquei na apresentação.

Mas se tem algo que eu aprendi na talk do Juan e Caio, é que acessibilidade é permitir que qualquer pessoa possa utilizar o seu serviço.

Então como seria um chatbot para pessoas cegas? Muitas coisas mudariam, por exemplo, fotos, inputs pre prontos devem ser lidos pelo leitor de tela. Porém os apps de hoje em dia não funcionam assim.

Como seria uma solução para esse problema? Fica a pergunta…

COMO APLICAMOS PESQUISA COM COGNITIVE WALKTHROUGHS PARA LANÇAMENTO DE NOVAS FEATURES NO SAMSUNG R&D INSTITUTE BRAZIL – por Lariane Rossanese (Samsung R&D Institute Brazil)

A Lariane falou sobre um método de avaliação com usuários que tem como objetivo testar o aprendizado de novas features.

É como se fosse um teste de usabilidade, porém mais focado em aprendizado de novas features. Ele é bem mais expenso e detalhado que um teste de usabilidade padrão.

O processo segue essas etapas:

  • Planejamento e recrutamento dos entrevistados;
  • Pré entrevista pra quebrar gelo e entender contexto dos usuários;
  • Execução do walktrought com algumas task, cada task vai ter suas métricas e indicadores:
  • Testar a feature que você desenvolveu;
  • Testar uma feature semelhante de algum concorrente;
  • Ao final de cada tarefa entregar um formulário semelhante à escala SUS;

E então vem o coffee break para o participante relaxar e esquecer um pouco do que foi feito anteriormente.

Na etapa final, o usuário repete o teste da maneira que quiser, sem nenhuma restrição de tarefa, fluxo, etc.

Depois disso tudo é feito um novo relatório de avaliação comparativo com concorrentes. Qual mais usa? Qual teve mais erro?

No final é feito uma análise todos dados e procure por melhorias e mudanças que levem em consideração as informações e comportamento do usuário.

UX MATURITY – por Edu Agni (Mergo User Experience)

O Edu entrou em mais detalhes sobre maturidade de UX dentro das empresas, assunto que a Bruna mostrou na prática como é. Foi uma das palestras que eu mais curti!

Empresas com estruturas obsoletas não contribuem para o processo de UX. (Waterfall, hierarquia tradicional, etc) isso tem muito a ver com a maturidade de UX de cada empresa.

Compreender o nível de maturidade de UX ou design de uma empresa é o primeiro passo para implementar uma cultura de UX.

Isso pode ser feito através de workshops, talks, planos de ação para movimentar e trazer novas referências para os colaboradores e stakeholders.

Ideia: como escolher a melhor empresa para trabalhar? Checar o nível de maturidade da empresa

A macadamian (citei anteriormente) criou uma pesquisa que ensina como introduzir UX dentro de empresas, dividido em 5 níveis.

1.Início: UX é visto como design visual

A pessoa é mais atraída pelo visual e não faz ideia que existem processos de pesquisa, etc. O usuário não é consultado durante o desenvolvimento de algo. O gerenciamento do produto talvez nem exista.

Como superar:

Mostrar o que a empresa tem a perder, apresentar provas que problemas de negócio são problemas de UX, churn, etc.

2. Percepção: Descobre que UX existe e é importante, mas a empresa não contrata e não faz ideia nem por onde e      como começar.

Mas já começa a entender que UX é um fator de diferenciação. UX é discutido e já vira pauta nas reuniões. Porém não tem processos nem nada muito claro.

Como superar:

Lançar um projeto piloto e começar a construir uma equipe de UX, workshops, talks dentro da empresa, etc.

3. Adoção: Compreender que os benefícios de UX e começam a investir mais nisso.

A empresa contrata um profissional de UX mas não sabe muito bem como guiar ele, não sabe o que ele deve fazer ou o que seguir.

Esse estágio já tem evidência de resultados comprovados, e os objetivos já são mais claros. Usuários são consultados mais frequentemente.

Porém ainda UX é considerado uma entrega e não algo permanente e estratégico.

Como superar:

Metas de UX claras e focadas. Definir o que cada profissional deve fazer.

Ter um papel bem estruturado do profissional de UX. Qual etapa de cada ovjtgivo e projeto?

4. Realização: UX tem processos definidos e faz parte da estratégia da empresa.

Papéis já estão bem definidos e times focados em UX já existem, tudo é mais claro. Usuário é consultado de maneira consistente.

Todas áreas tem clareza dos seus processos e papéis.

Como melhorar:

Perceber que a experiência do usuário não e só interação, que é algo bem maior, que envolve praticamente tudo.

Fazer todos na empresa entender que é algo que não e só respondabilidade dos designers e sim de todo profisionais que tem um papel fundamental dentro da empresa.

5. Excepcional: UX faz parte da cultura da empresa.

Todos trabalham de maneira centrada no usuário, uma equipe interdisciplinar que trabalha em todas etapas do processo de design.

Ao desenvolver um produto considera-se todo o ecossistema da marca, produto, etc. Tudo é fortemente coordenado com base na experiência do usuário.

Um passo zero para começar a aumentar o nível de maturidade de UX de uma empresa é aprender a se comunicar com pessoas de diferentes áreas.

Você nunca vai trabalhar sozinho como profissional de UX.

Aprenda a falar a língua de CEOs, CTO, marqueteiros, etc.

TRANSFORMANDO DADOS EM FEATURES – por Sophia Ragone (Sympla)

Ao analisar o comportamento do usuário ao comprar e buscar ingressos, o time da sympla criou uma nova feature que aumentou a conversão do app.

Tudo isso foi feito através da análise de analytics e feedbacks da loja em conjunto com o time de suporte do app.

As funcionalidades mais pedidas eram anotadas e avaliadas se poderiam ser implementadas ou não.

O time de suporte muitas vezes vai fornecer um feedback qualitativo muito valioso para o profissional de UX.

Ao analisar o comportamento do usuário eles descobriram também que o usuário precisava muito que o ingresso comprado ficasse salvo offline dentro do app. Um bom exemplo de transformação de dados qualitativos em features.

AH SE EU SOUBESSE: PONTOS CRUCIAIS QUE ESCREVERIA PARA MIM MESMO ANTES DE ENTRAR NO TIME DE PRODUTO DO ADOBE XD NO VALE DO SILÍCIO por Demian Borba (Adobe)

Nem todo mundo sabe o que é design iterativo, às vezes falamos isso como se fosse algo comum e normal que todos soubessem, mas nem sempre é verdade.

Advogados por exemplo, nunca fizeram um trabalho de iteração ou algo do tipo. Você precisa explicar e deixar claro para todos do seu time.

UX começa com a etapa de empatia, você precisa validar e redefinir um problema. Tudo com base em pesquisa com usuários. Para só depois começar a trabalhar em protótipos para testar com pessoas.

Se você tem dinheiro para testar com 15 pessoas, prefira testar 3 coisas diferentes com 5 pessoas cada, assim você aprende mais em menos tempo.

Construir um produto é uma maratona e não um Sprint. É necessário preparação e evolução com base no que você aprender na sua jornada.

Itere o máximo é mais rápido possível, nunca pare de aprender. A ideia de criar protótipos é aprender o máximo possível e falhar o quanto antes.

Converse com o seu usuário o máximo possível, ao conversar com ele você aprende sobre várias coisas, concorrentes, dores, objetivos e necessidades.

Buscar histórias das pessoas é muito importante e indispensável dentro de um projeto de UX.

Ter mais pessoas não significa ter mais velocidade.

A TV NÃO MOSTRA, AS CABEÇADAS QUE DEI PROJETANDO PARA SMARTVS – por Tamy Lemos

A Tamy mostrou um pouco sobre como é projetar para SmartTVs, ela contou sobre aspectos bem interessantes sendo eles:

As interfaces e interações são todas desenvolvidas em web usando CSS3 APIs.

O hardware normalmente é bem fraco, então muitas interações e funções precisam ser consideradas se devem ser implementadas ou não.

4k não é uma realidade hoje em dia, até porque para ter um bom streaming de 4k é necessário uma boa conexão e hoje no Brazil estamos evoluindo nesse aspecto.

O brasileiro muda de tv a cada 4 anos, praticamente de copa em copa.

O consumo e uso é basicamente para relaxar, e também e como se fosse uma segunda tela do computador ou celular dele. Um conteúdo complementar.

TVs são compartilhadas, você deve ter cuidado com o compartilhamento de conteúdo e privacidade de dados. Pense bem o que você vai mostrar para o usuário.

O controle remoto é um problema!

Há diferentes variáveis como, os inputs que são basicamente o dpad, atalhos da TV digital que são os botões coloridos, play pause skip.

Algumas TVs tem sensores de movimento semelhantes ao controle do Nintendo Wii. Também existem controles com microfone e os gamepads dos consoles.

Se você quer desenvolver algo que funcione em tudo, você precisa entender e mapear cada controle que existe.

Testar: Tudo que você fizer precisa ser testado em TVs diferentes e em condições especiais, tudo.

Paleta de cores: As cores em TVs são renderizadas de maneiras diferentes, depende bastante do contexto. Observe muito bem o contraste além disso evite só preto ou só branco. Assim como transparências, às vezes fica mais difícil de renderizar.

A renderização de fontes também e um problema, depende tudo do hardware, tela, fabricante, etc.

Quanto menos cliques, melhor. Interagir com um controle remoto não é algo muito agradável.

A INTERFACE INVISÍVEL É MESMO INVISÍVEL? – por Lucia Spier (HP)

Uma interface invisível é quando uma experiência é tão natural que a interface passa despercebida. Uma experiência que vai além da tela.

A Lucia trouxe como exemplo o termostato NEST. O produto vai aprendendo conforme você utiliza ele automatizando tarefas recorrentes. Assim criando uma interface invisível.

Então basicamente, uma interface invisível também é aquela que facilita e elimina etapas de um processo assim deixando tudo fácil e rápido.

Por exemplo, o pagamento do Uber. Você não precisa fazer nada, é só terminar a corrida e sair do carro. A interação é invisível, o pagamento é feito automaticamente.

Cada vez mais as interfaces se desprendem das telas. Tudo começa a ocorrer mais por de baixo dos panos.

As interfaces invisíveis só são invisíveis quando realmente passam despercebidas e não fazem falta.

CINCO PASSOS ESSENCIAIS PARA UM WORKSHOP DE COCRIAÇÃO BEM SUCEDIDO – por Vanessa Marques (Try Consultoria e Pesquisas)

Cinco passos para workshop de cocriação:

1.Tempo é fundamental, tanto para duração quanto para preparação. É super necessário ter um tempo para amadurecer ideias e digerir os insights que foram encontrados durante o workshop.

2. Compreender o perfil das pessoas que vão participar dentro do workshop para poder planejar e ser claro para todos da mesma maneira. Ao conhecer a fundo as pessoas e participantes fica muito mais fácil de explicar detalhes do projeto.

3. Conte uma história que tenha início e meio. Você deve sugerir e influenciar os participantes a encontrarem o fim juntos.

4. Subir a barra do bechmark é essencial.

Estamos acostumados a achar que todo mundo tem repertório de criar ideias. Você precisa colocar todos no mesmo nível antes de começar o processo de cocriação.

Você precisa alimentar o repertório dos participantes para que eles possam criar boas soluções. Então leve grandes cases inclusive internacionais, não só dos concorrentes mais próximos e já conhecidos, mas sim do mundo inteiro para que você suba a barra de Benchmark.

5. Não deixar a ideação tão livre.

Ter um framework que limite um pouco a criação. Quando você cria um passo-a-passo focado e em cima de questões que você já mapeou, isso de certa forma facilita muito mais a criação de inovações e soluções que façam sentido.

Se você não propor um framework, talvez o participante não crie nada relevante. Porém de qualquer forma muita coisa pode ser imprevisível, mas esses passos já ajudam bastante!

Assim dando uma direção mais focada ao workshop ao invés de simplesmente fazer o cliente só colar um monte de post-its na parede.

O artigo que deu origem à palestra da Vanessa: https://bit.ly/2GFT6tg

Foram muitas anotações e muitos novos aprendizados durante esses três dias de evento!

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